A Lixa volta a ter o seu jornal

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É da autoria do filósofo lixense Leonardo Coimbra uma frase lapidar: “o homem não é uma inutilidade num mundo feito, mas um obreiro num mundo a fazer”.


Esta frase, que pode ser analisada e refletida em várias perspetivas, tem na sua essência algo que é próprio de quem nasceu ou veio para esta terra: empreender, ousar, criar, resistir.


Escolhemos esta frase de Leonardo Coimbra por ser a figura maior do pensamento e das letras a quem a Lixa serviu de berço. Mas, o fundador da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e autor de vasta obra filosófica, é apenas um entre lixenses e filhos adotivos desta terra que um dia foram obreiros e decidiram ousar e construir algo de bom.


Se há alguma coisa que nos deve servir de inspiração, são os homens e mulheres, que nas mais diversas áreas, quer no passado quer no presente, preconizam este espírito construtor, arrojado, de vistas largas, bairrista, se preferirem.


A Lixa não é uma inutilidade no seu mundo que, como sabemos, extravasa as suas fronteiras geográficas.
A Lixa tem gente obreira, capaz de fazer, que sabe fazer e quer fazer.


O Jornal da Lixa, que vos chega às mãos, neste dia histórico para a Lixa, é um exemplo disso. Cabe, agora, a cada um de nós acarinhá-lo, apoiá-lo, ajudá-lo a caminhar num tempo difícil e cheio de desafios.


Está, por isso, nas nossas mãos, reconhecer e valorizar a importância que significa a Lixa voltar a ter um jornal para contar e registar o seu pulsar através da visão de quem conhece e está, efetivamente, próximo.
Ser obreiro num projeto que está a nascer é o desafio que é lançado hoje a cada lixense ou amigo da Lixa.
Contámos consigo, a partir
de hoje!

Pedro Alves

Diretor

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