Entrevista a Filipe Coimbra: “O FC Lixa tem a obrigação de subir de divisão”

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Filipe Coimbra aceitou continuar a gerir o FC Lixa e defende que o clube precisa urgentemente de melhores infraestruturas para crescer…Eis a entrevista.

O que o motivou a continuar à frente dos destinos do clube por mais uma época?

Foi uma decisão que, à partida, não fazia parte dos nossos planos. No entanto, o clube voltou a viver um impasse diretivo e não sentimos, por parte dos sócios, uma vontade efetiva de dar continuidade ao trabalho desenvolvido ao longo das últimas duas épocas.

Apesar da descida de divisão…

É verdade que descemos de divisão, mas nem tudo foi negativo. Houve trabalho realizado e aspetos positivos que entendemos não dever deixar perder. Foi com esse sentido de responsabilidade e de compromisso para com o FC Lixa que aceitei continuar e reunir uma equipa diretiva para liderar o clube na próxima época.

“Pela história e dimensão do FC Lixa, a equipa principal tem a obrigação de assumir a candidatura à subida de divisão. Esse é, naturalmente, o principal objetivo desportivo”, afirma o líder do emblema azul e branco.

O que falhou na época passada para culminar com a descida de divisão da equipa principal?

Foi uma época atípica. Entrámos no campeonato com a ambição de realizar uma época tranquila e de lutar pelos primeiros cinco lugares da classificação.

No primeiro terço da época os resultados ficaram aquém das expectativas e decidimos proceder à mudança de treinador. Infelizmente, essa alteração não produziu os efeitos pretendidos. A equipa entrou numa fase de instabilidade e falta de confiança da qual nunca conseguiu recuperar, acabando por descer de divisão.

Quais são os objetivos traçados para a próxima época?

Pela história e dimensão do FC Lixa, a equipa principal tem a obrigação de assumir a candidatura à subida de divisão. Esse é, naturalmente, o principal objetivo desportivo. Ao mesmo tempo, continuaremos a apostar de forma clara na formação, procurando valorizar os nossos atletas, não apenas do ponto de vista desportivo, mas também humano. Prova dessa aposta é o facto de três jogadores ainda em idade de júnior integrarem os trabalhos da pré-época da equipa principal. Acreditamos plenamente no potencial destes jovens, mas estamos igualmente convictos de que existem outros atletas na formação com qualidade para seguir o mesmo caminho.

No defeso, foi abordada em Assembleia Geral a situação do Estádio Senhor do Amparo e foi mesmo criada uma comissão para estudar esta questão. Que ponto de situação faz sobre esta matéria?

Posso confirmar que existe um grupo de sócios, adeptos e simpatizantes do FC Lixa, mandatado para, em conjunto com as entidades competentes, procurar uma solução para esta questão.

Esse grupo já identificou um terreno cuja viabilidade está atualmente a ser analisada. Trata-se de um processo complexo, mas que está a avançar.

É evidente que o Estádio Senhor do Amparo já não oferece as condições que um clube como o FC Lixa necessita.

São necessárias melhores condições de trabalho para se pensar “noutros voos”?

Estamos convictos de que só será possível ambicionar outros patamares quando o FC Lixa dispuser de infraestruturas condizentes com a sua dimensão e ambição. O que aconteceu na época passada demonstra bem essa realidade: durante várias semanas, no Inverno, a equipa principal foi obrigada a treinar apenas em meio-campo no Complexo Desportivo da Lixa de forma a não comprometer os treinos das nossas equipas da formação.

Essa realidade evidencia as limitações com que o FC Lixa se confronta diariamente e reforça a necessidade de dotar o clube de infraestruturas à altura da sua história e das suas ambições.

Sente os associados e adeptos próximos do clube?

Acredito que a paixão pelo FC Lixa continua bem viva. O que sinto é que, por razões que não consigo explicar, existe alguma dificuldade em demonstrar esse sentimento de forma mais visível.

Ainda assim, os nossos atletas nunca se podem queixar da falta de apoio. Há um grupo significativo de sócios e adeptos que está sempre presente, independentemente das circunstâncias. Basta recordar a última jornada da época passada, em Pedras Rubras, onde dezenas de adeptos acompanharam a equipa e a apoiaram até ao último minuto.

Que apelo gostaria de deixar aos sócios, adeptos, forças vivas e instituições?

O meu apelo é simples: que continuem a apoiar o FC Lixa e participem de forma ativa na vida do clube. Só com a união de todos, trabalhando em torno de um objetivo comum, será possível defender os interesses do FCL  e criar as condições necessárias para alcançar as metas a que nos propomos. O FC Lixa é um património de todos nós. Só unidos conseguiremos devolver ao clube a estabilidade, a ambição e o sucesso que a sua história merece.

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